20.03.2009
Conheça o RP Digital.
Blogueiros: mídia ou consumidor?
Eduardo Vasques é redator, especialista em web 2.0 da TV1 RP, e coordenador do grupo de estudos de Relações Públicas Digitais da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação).
Não há dúvida quando ao potencial dos blogueiros como canais de informação e comunicação, mas ainda pouca gente entendeu como lidar com eles e seus respectivos blogs, podcasts, etc. Na verdade, há uma série de dúvidas martelando na cabeça das agências de comunicação (assessoria de imprensa e RP): afinal, como deve ser o tratamento dado ao dono de um blog? É o mesmo dado um jornalista da imprensa tradicional? É diferente? Por qual razão? A abordagem deve ser por release? Convidá-los para uma coletiva é um bom negócio? Vale fazer um evento só para blogueiros, separado da coletiva oferecida aos jornalistas?
Essas talvez sejam hoje algumas das principais preocupações e dúvidas de qualquer agência de RP que está atenta às transformações da comunicação (sim, porque por mais incrível que pareça, tem muita gente que não faz a menor idéia sobre o que estamos falando por aqui). Afinal, o blogueiro é um novo canal de mídia ou um consumidor que deve ser tratado como tal?
Para alguns profissionais do mercado de comunicação, se começamos a tratar os blogueiros como jornalistas, essa intermediação ficará insustentável à medida que qualquer um pode criar um blog e criticar empresas e serviços. Assim, não será possível gerenciar essa relação, tamanho o número de solicitações, de contatos, comunicados etc.
Ainda assim, felizmente, as empresa têm buscado com empenho entender essa relação e entrado nesse universo com mais força, estratégia e inteligência. Taeq, Semp Toshiba, Extra e Boticário são marcas que, cada vez mais, apostam nesse caminho, seja por meio de perfis no Twitter (a exemplo do de Taeq), produção de virais para veiculação no YouTube, como fizeram Boticário e Semp Toshiba recentemente, ou ações específicas com blogueiros, como foi o caso de Extra.Com e a promoção ‘Você foi um bom menino?’ (dez/2008). A iniciativa foi bastante interessante e válida, já que fica mais fácil entender com quem se está lidando e pensar em soluções simples, diretas e objetivas no ambiente digital.
De qualquer maneira, o tema é novo e incita mais dúvidas do que certezas. Nesse terreno, apesar das variantes, é por experimentações que as melhores práticas em RP Digital surgem, são definidas, estabelecidas e reproduzidas. Afinal, vale sempre checar o que de bom e ruim vem sendo feito. Com a necessidade de as empresas marcarem cada vez mais presença no ambiente digital, o que não faltam são exemplos.