O reload das mídias tradicionais

23.11.2009

O mercado lança toda semana celulares cheios de ferramentas e facilidades que vão muito além da simples chamada telefônica. A banda larga já é usada por cada vez mais usuários em busca de agilidade nos vídeos da web. Os internautas passam muito mais tempo conectados ao longo do dia atrás de informação em tempo real. São modernidades que saciam as novas necessidades do ser humano: estar atualizado, participar e comentar o que é divulgado e até o gosto por transmitir notícias rapidamente – basta lembrar o histórico uso do Twitter mostrando ao mundo os protestos após a eleição no Irã, este ano.

De olho nessa mudança de comportamento, a imprensa repensa periodicamente a forma de comunicar para estar sempre presente na vida de seu público, especialmente sem perder receita e audiência. Há pouco mais de uma semana, aconteceu o Seminário Internacional de Marketing de Jornais, no Rio de Janeiro, com executivos brasileiros e representantes de conglomerados internacionais. Em entrevista ao Propmark, o CEO e diretor executivo da International Newsmedia Marketing Association (Inma) para os Estados Unidos, Earl Wilkinson, acredita que o jornal não vai morrer, mas é hora de transformações, pois a recessão vai interferir nas tendências.

E é aí que entram as mídias híbridas: meios de comunicação tradicionais usando novas tecnologias de forma integrada e sinérgica, sem uma excluir a outra. Para Wilkinson, esta é a renascença da comunicação, a era da micromídia. “Temos que nos ajustar e isso não quer dizer que temos que abandonar os meios de massa, mas aprender a usar todos os meios. O jornal oferece engajamento, identidade e emoção, somos a ponte para o digital. Estamos nos reposicionando como meio híbrido”, defendeu (Fonte: Propmark).

Isso já acontece em vários veículos da imprensa brasileira, como o jornal O Estado de S. Paulo, que usa plataformas digitais além de sua versão impressa: o portal Estadão.com, a TV Estadão e os blogs de editores e alguns cadernos semanais. A Rádio CBN também passou a buscar seu público onde quer que ele esteja e apostou em um site com textos noticiosos, imagem do estúdio em tempo real, além de oferecer podcast, envio de informações ao celular via SMS, vídeos no You Tube e Twitter de quase todos os âncoras, repórteres, comentaristas e programas da emissora. Resultado visível dos novos rumos de um negócio em plena transformação.

Confira as entrevistas do âncora da CBN, Mílton Jung, e da editora do O Estado de S. Paulo, Marili Ribeiro, no vídeo sobre Mídias Híbridas

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